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XIII Congresso Ibérico de Entomologia |
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8 a 12 de Setembro de 2008 |
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A excursão será efectuada em autocarro e inclui a realização de um circuito na área do Parque Natural da Serra da Estrela, prevendo-se a paragem em diversos locais de interesse biológico, geológico e paisagístico. Em alguns destes locais realizar-se-ão pequenos percursos pedestres, para observação dos valores naturais presentes, pelo que se aconselha o uso de vestuário e calçado apropriado, bem como de protector solar. |
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Excursão à Serra da Estrela |
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Seia, situada na vertente ocidental da serra da Estrela e com uma população de cerca de sete mil habitantes, é uma das mais importantes cidades da região, a nível demográfico, cultural e económico. Do património construído, merecem visita a igreja Matriz, a capela de São Pedro (Monumento Nacional), templo quinhentista de raiz românica, o solar dos Botelhos, que na fachada norte exibe duas belas janelas manuelinas, a Casa das Obras, onde está instalada a Câmara Municipal, e o conjunto monumental constituído pela igreja da Misericórdia, a casa do Despacho e o solar da Família Miranda Brandão, onde funcionam a Biblioteca e a Ludoteca Municipais. A oferta cultural inclui os museus do Pão e do Brinquedo, bem como o CISE. |
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A lagoa Comprida, situada a uma altitude de cerca de 1600 metros, na zona de transição entre os andares intermédio e superior, caracteriza-se por possuir uma elevada biodiversidade, quer a nível faunístico, quer florístico. A vegetação desta área é dominada, essencialmente, por matos de zimbro (Juniperus communis) e urzes (Erica australis e Calluna vulgaris) e prados de altitude, podendo ser observadas espécies únicas em Portugal, como o heléboro-branco (Veratrum album) e a lagartixa-da-montanha (Lacerta monticola). O tetigonídeo endémico Ctenodecticus lusitanicus foi recentemente (1992) identificado a partir de exemplares colhidos neste local. Na área envolvente, observam-se, ainda, diversos testemunhos da acção glaciária, que incluem alguns dos mais extensos campos de blocos erráticos e algumas das mais bem conservadas charcas de origem glaciária na serra. A barragem da lagoa Comprida constitui o maior reservatório de água da serra. A albufeira inunda uma área de 800 mil metros quadrados e tem um volume de armazenamento de 13,8 milhões de metros cúbicos, que alimentam um sistema de produção de energia composto por seis centrais hidroeléctricas instaladas a diferentes altitudes na bacia do rio Alva. |
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Na Torre, a 1993 metros, situa-se o ponto mais alto do território continental português. Este local, conhecido no passado por Malhão da Serra, deve a sua designação a uma construção em pedra que o príncipe D. João, em 1806, mandou aí erguer. Na década de 50 do século XX, a Força Aérea Portuguesa instalou uma estação de radar, que está desactivada desde 1970. A altitude elevada, a precipitação abundante, frequentemente sob a forma de neve durante o Inverno, os ventos fortes e as temperaturas baixas condicionam o desenvolvimento da vegetação, que apresenta porte rasteiro e inclui diversos elementos floristicos setentrionais, como o feto Cryptogramma crispa e Vaccinium uliginosum. No período estival observam-se várias aves características de montanha, como o melro-das-rochas (Monticola saxatilis), o chasco-cinzento (Oenanthe oenanthe), entre outros. No Inverno é possível observar aves típicas das regiões árcticas ou alpinas, como a escrevedeira-das-neves (Plectrophenax nivallis) e a ferreirinha-serrana (Prunella collaris). |
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A Nave de Santo António é uma depressão aplanada de origem glaciar, situada entre o planalto da Torre e os Piornos, onde existe um extenso cervunal. Os cervunais são prados seminaturais muito procurados como pasto para os rebanhos. Há cerca de 20 mil anos, no máximo da última glaciação, esta área apresentava-se coberta por uma camada de gelo, que alimentava os glaciares do Zêzere e da Alforfa.
A cascalheira do Alto da Pedrice constitui um depósito de fragmentos de granito, que cobre a vertente Oriental do sector superior da ribeira de Alforfa. Esta formação resultou da fragmentação da rocha pelo gelo. Quando a água infiltrada nas fissuras da rocha gela aumenta de volume, o que gera pressões muito elevadas. A repetição de ciclos de gelo-degelo provoca a fragmentação da rocha em fragmentos angulosos, designados por crioclastos.
Nesta zona podemos encontrar algumas das espécies de insectos característicos da serra, tais como Eumigus ayresi, Prionotropis flexuosa, Steropleuros nobrei, Neocallicrania lusitanica, Monotropus lusitanicus e Iberodorcadion brannani. |
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O covão d'Ametade é uma depressão de origem glaciária, situada na cabeceira do vale do Zêzere, onde se acumulavam grandes volumes de gelo que alimentava o glaciar do Zêzere . Este é um dos mais aprazíveis e procurados locais de recreio e lazer da serra da Estrela.
O perfil transversal em forma de “U”, que caracteriza os vales de origem glaciária, pode ser observado no troço superior do vale do Zêzere, numa extensão de cerca de nove quilómetros. No máximo da ultima glaciação, o glaciar do Zêzere terá atingido um comprimento de 13 quilómetros e, em alguns locais, uma espessura de 300 metros. A elevada profundidade do vale é, em grande parte, resultado da acção fluvial nos períodos pré e interglaciários, tendo a forma em “U” sido modelada pelo gelo durante a última glaciação. |
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O concelho de Manteigas está totalmente integrado na área do PNSE. É o concelho mais pequeno do distrito da Guarda, com uma área de 121,98 quilómetros quadrados e apenas quatro freguesias, onde reside uma população de 4 094 habitantes. Manteigas apresenta, sob o ponto de vista paisagístico, três unidades distintas: a área planáltica, o vale do rio Zêzere e as zonas xistosas de Valhelhas e Vale de Amoreira. A nível de património construído, para além das igrejas e das capelas existentes nas quatro freguesias do concelho, refere-se a Casa das Obras, solar abrasonado situado no centro da vila de Manteigas. |
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Situado na bacia superior do Mondego, a uma altitude de cerca de 950 metros, o covão da Ponte caracteriza-se por apresentar, nas margens dos principais cursos de água, campos de cultivo, pastagens, matos e povoamentos de resinosas. Neste cenário, ocorre uma grande diversidade de espécies de flora e fauna que contribuem para o valor cénico e recreativo do local. |
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Alto da Pedrice |
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Nave de Sto. António |
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Vasta área situada a norte do Planalto Superior, que se caracteriza por reunir um interessante conjunto de formas de relevo típicas das paisagens graníticas, tais como tors, castle koppies e bornhardts. A vegetação deste local é dominada por plantações de pinheiro-negro (Pinus nigra) e de bétulas (Betula sp.) e giestais (Genista florida) e matos de sargaços (Halimium alyssoides). Em 1956, a construção da barragem do vale do Rossim criou uma albufeira com uma capacidade de armazenamento de 3,4 milhões de metros cúbicos, destinando-se a abastecer as centrais de aproveitamento hidroeléctrico da serra da Estrela. |
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Covão da Ponte |
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Vale do Rossim |


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Fotografia aérea da Igreja Matriz, Seia |
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Casa das Obras, Seia |
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3. Torre |
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10:20h |

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Lagoa Comprida |
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Wahlenbergia hederacea |
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Cryptogramma crispa |

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Torre |

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Fonte Paulo Luís Martins |
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Manteigas |
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NOTA: Caso pretendam capturar algum espécime para estudo ou para integrar colecções, deverão sempre atender ao estatuto de conservação da espécie e às regras de ética ambiental. |