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XIII Congresso Ibérico de Entomologia |
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8 a 12 de Setembro de 2008 |
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Fauna |
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A fauna selvagem da serra da Estrela caracteriza-se por uma diversidade elevada, constituindo, a nível nacional, uma das áreas de montanha mais importantes para a conservação da natureza. Esta riqueza resulta, em grande medida, da significativa diversidade de habitats existente numa área extensa, com uma orografia acidentada e em que a acção negativa do Homem sobre os ecossistemas naturais é, em relação a outras regiões, pouco expressiva. Assim, na serra da Estrela estão inventariadas cerca de 250 espécies de vertebrados terrestres e aquáticos e mais de 2100 espécies de invertebrados, muitas das quais com um estatuto de conservação prioritário a nível europeu. |
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A ictiofauna da região é pobre, incluindo apenas sete espécies: a boga (Chondrostoma polylepis), o barbo (Barbus bocagei), o ruivaco (Rutilus macrolepidotus), o escalo (Leuciscus sp.), a enguia (Anguilla anguilla), a truta-de-rio (Salmo trutta fario) e a truta-arco-íris (Onchorhynchus mykiss) . O escalo e a truta-arco-iris foram introduzidos nas barragens e em algumas lagoas da serra com fins desportivos, não estando a sua reprodução no meio natural comprovada.
A fauna de anfíbios e répteis da serra inclui 13 e 20 espécies, respectivamente, sendo das mais diversificadas a nível nacional. A lagartixa-da-montanha (Lacerta monticola monticola) é uma subespécie endémica da serra da Estrela, com uma distribuição restrita a altitudes superiores a 1400 metros. Também a salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica) e a víbora-cornuda (Vipera latastei), pela vulnerabilidade das suas populações, merecem uma referência particular. |
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Até ao momento estão inventariadas na área do PNSE mais de 150 espécies de aves das quais cerca de 100 nidificam na região. Na serra ocorre um número significativo de espécies características de montanha e com uma distribuição muito localizada, em território nacional, em resultado das suas especificidades ecológicas. São exemplo disso: a cegonha-preta (Ciconia nigra), o falcão-peregrino (Falco peregrinus), o melro-das-rochas (Monticola saxatilis), a sombria (Emberiza hortulana), a ferreirinha-serrana (Prunella collaris) e o chasco-cinzento (Oenanthe oenanthe).
Embora a fauna de mamíferos da serra se encontre depauperada em relação ao passado, em particular no que diz respeito a animais de maior porte, como o lobo (Canis lupus), este grupo ainda está representado por cerca de 49 espécies: sete de insectívoros, 19 de morcegos, dez de roedores, duas de lagomorfos, uma de artiodáctilo e 11 de carnívoros. De entre as várias espécies destacam-se o gato-bravo (Felis sylvestris), a lontra (Lutra lutra), a toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus) e 14 espécies de morcegos, pelo facto de apresentarem um estatuto de conservação desfavorável. |
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A fauna de invertebrados da serra, ainda que insuficientemente conhecida, inclui, possivelmente, o maior número de espécies a nível das várias áreas protegidas portuguesas. Saliente-se que um número considerável destas espécies é exclusivo desta montanha, como o longicórnio Iberodorcadion brannani e os escaravelhos Monotropus lusitanicus e Zabrus estrellanus, e que estudos recentes têm dado a conhecer espécies novas para a ciência. |
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Tarântula (Lycosa sp.) |
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Salamandra-lusitânica |


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Rã-ibérica (Rana iberica) |
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Víbora-cornuda |

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Ferreirinha-serrana |
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Morcegos-de-ferradura (Rinolophus sp.) |